SUPERANDO LIMITES II



 

Pelo segundo ano, o sucesso se renova. Isso mesmo! A grande festa, que foi o Superando Limites II, teve início desde à entrega dos kits de participação no Terraço Shopping. Pela expressão estampada nos rostos, já se percebia os primeiros sintomas de ansiedade envolver os participantes do evento.

Santo Antônio do Descoberto a Pirenópolis, extensão de 110 km, participação em torno de 130 pessoas, idades variadas, ambos os sexos, acompanhadas de suas bikes, fiéis companheiras, participaram desta aventura permeada de muito esforço, suor, determinação e lágrimas.

Eram cinco da manhã, 30 de abril, quando as Vans, em comboio, partiram rumo ao ponto de largada, em Stº Antônio do Descoberto, carregando passageiros corajosos e obstinados em superar seus limites. Olha só! Estou esquecendo de falar de nossa "amada amante". Hã...elas passaram a noite bem aquecidas, envoltas em cobertor, dentro de um caminhão baú, que as transportou até o ponto de largada.

Aperta aqui! Enche mais o pneu! Passa óleo na corrente! Os últimos ajustes estão feitos. Vai começar o alongamento! Estica a perna, levanta o braço, flexiona o joelho... de repente toca a buzina do Walter. Que barulho companheiro!! Sete horas da manhã. Todos a postos. Chegou o momento tão esperado. Aquela procissão de ciclistas avança lentamente, em ritmo de aquecimento, para percorrer os primeiros 15 quilômetros, sobre asfalto, até Cidade Eclética.

A partir daí, só estrada de terra. A condição climática não poderia ser mais favorável. A temperatura estava agradável. O tempo ficou nublado maior parte do percurso amenizando o desgaste físico. Também, devido as chuvas caídas na região, tivemos a sorte de não pegarmos aquele poeirão. Acho que aí teve o "dedo do Bob"!

Aos poucos aquele amontoado de ciclistas foi se dispersando, formando pequenos grupos. Outros, porém, considerados "elite", saíram em desabalada carreira. Durante o trajeto a orientação da planilha foi imprescindível. Muito bem elaborada, ela nos conduzia, em sincronia com o "cateye" das bikes, aos postos de controle e apoio, em absoluta segurança. Mesmo para aqueles que não tinham planilha, era impossível sentir-se desorientado. As placas de sinalização e equipe de apoio, tanto fixa como móvel, em lugares estratégicos e percorrendo o caminho, informavam, socorriam, orientavam e estimulavam, sempre com boa vontade e precisão profissional.

A frente a natureza nos brindava com paisagens belíssimas. A cada ponto de apoio alcançado, pode-se dizer, usando a linguagem futebolística, um "gol marcado". Éramos recebidos com alegria, muita conversa, água gelada, maçãs, bananas e tangerinas. Fazia-se um breve descanso para "recarregar as baterias"...e tocar pedal.

Depois de passarmos pelo ponto de apoio 2, o objetivo era chegar, firme e forte, em Corumbá. Lá, mais uma vez, a organização do evento, agiu com providência ao estipular as saídas em "ondas". Desta forma possibilitou, para quem quisesse, maior descanso, e evitou-se formar tumulto no último trecho do percurso, que, diga-se de passagem, o mais acidentado e perigoso.

Faltavam apenas 24 quilômetros até o ponto de chegada. Depois de atravessarmos aquele pedregal, pouco tempo depois, surgia os primeiros balões indicando que à aventura estava por terminar. Nossa! Quantos balões! E nada de chegar o asfalto.

Finalmente os derradeiros quilômetros foram percorridos em asfalto. A sensação era de euforia e vitória. Naquele momento tirou-se energia do fundo da alma. A chegada foi triunfal e a recepção calorosa. Senti um frio na espinha quando recebi aplausos e medalha no pescoço. Valeu! Valeu mesmo!

Companheiros Rebas, nas linhas acima procurei, modesta e superficialmente, escrever a emoção que senti, ao participar desta grande aventura e confraternização do nosso grupo. Sei que cada um de nós guarda na lembrança, momentos e pequenos detalhes, que por um lapso de memória, não consigo descrever minuciosamente. Mas isso não é problema. Depois de ler "As lágrimas do superando", de autoria do nosso estimado Marcelino, escrito com destreza de quem tem conhecimento, participação efetiva, sensibilidade e narrativa detalhada, talvez, se quisesse me alongar, correria o sério risco de ser redundante, ou mesmo plagiá-lo.

Há um ditado que diz: "nem tudo é perfeito". Entendo que o Superando Limites II contraria este entendimento. Se houve alguma falha, esta, nunca, jamais, irá manchar o êxito deste glorioso evento.

Por fim agradeço, de coração, a todos que participaram, direta ou indiretamente, para a concretização deste passeio, em especial ao Sérgio (pão-de-queijo), diga-se Expedições Giramundos, pelo sucesso em sua nova empreitada, ao atencioso Nivaldo, representante da Global Turismo, e a coordenação do Rebas do Cerrado, em nome da nossa(o) querida(o) Janice, Marcelino e Emanuel (Manú), criadores do Superando Limites.

Que Deus permita, ano que vem, estejamos juntos, novamente, para o Superando Limites III. Até breve!

 

 

Rubens Castelo Branco